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Mãe é demitida por tirar leite para bebê recém-nascido no trabalho.”Seu trabalho nessa empresa acabou.”

Mãe é demitida por tirar leite para bebê recém-nascido no trabalho

Haley Gentle é uma jovem mãe, com 26 anos, de uma pequena cidade ao norte de Huntsville, Alabama, nos Estados Unidos.

Há 5 anos atrás ela se casou com seu namorado da escola. Após o casamento seu sonho desmoronou quando ela fou diagnosticada com endometriose. Ao ser examinada pelo médico ele disse:”Você provavelmente nunca terá filhos”. Mas não foi o que aconteceu.

A gravidez

Depois de passar por alguns problemas de saúde Haley foi ao médico e acabou descobrindo que estava grávida de 13 semanas. Todos ficaram animados, inclusive seus chefes.

Ela trabalhava em um pequeno centro médico em sua cidade já fazia 8 meses. Todos que trabalhavam com ela estavam em êxtase e mal podiam esperar a hora que o bebê chegasse. Os proprietários eram como uma família para ela. Eles até a presentearam com um assento de carro. Os primeiros meses da gravidez foram tranquilos.

Com o passar dos meses, Haley começou a ter problemas de pressão. Com isso, ela tomou a decisão de sair da gravidez mais cedo do que o esperado para garantir a saúde do bebê.

Infelizmente, devido o tamanho da empresa, que era pequena, ela foi colocada em licença sem pagamento. Algo permitido pela lei norte americana.

Após o bebê nascer ela planejou seu retorno 6 semanas após o parto.

O nascimento

Em 10 de janeiro de 2019, Reagan Claire Gentle veio ao no mundo às 15h15. Ela foi o complemento perfeito para a pequena família.

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I think it’s safe to say he loves her ♥️

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Durante as semanas de licença maternidade, a mãe enviou fotos adoráveis ​​do bebê para os donos da empresa em que trabalhava. Para seus colegas de trabalho, amigos e familiares. Todos a respondiam com palavras de entusiasmo e encorajamento. As coisas pareciam perfeitamente bem.

Voltar ao trabalho não é algo que uma mãe recente queira fazer. “Quem quer deixar seu adorável recém-nascido? Mas nós éramos uma família e, infelizmente, tínhamos contas para pagar. Ficar em casa não era uma opção” conta Hailey.

Ao fazer a avaliação médica para retorno ao trabalho, ela teve algumas intercorrências e precisou de fisioterapia. Os médicos a mandaram retornar depois de 2 semanas para nova avaliação.

A empresa era dirigida pelo marido e pela mulher. Imediatamente,  ele entrou em contato com a esposa para avisá-la que voltaria ao trabalho duas semanas depois do esperado, por razões médicas.

Foi quando ela recebeu a seguinte mensagem de texto: “Entraremos em contato em breve”.

O retorno

Na manhã seguinte, recebi uma mensagem de texto em PDF do proprietário. “Você precisa voltar ao trabalho ou não será mais empregada por essa empresa.” A mensagem continuou afirmando que a sua ausência continuada estava sobrecarregando a empresa.

Hailey analisou a legislação norte americana que trata sobre licenças e esta não a protegia. Em razão da empresa ter menos de 50 funcionários.

Ela ignorou as ordens médicas e retornou ao trabalho. “Eu entendo que você precisa de mim e eu amo esse trabalho. Eu estarei lá.“, diz Hailey.  Então as coisas começaram a mudar.

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🖤🖤

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Para seu retorno, como o seu bebê era bem pequeno, tinha apenas 7 semanas (nem 2 meses) Hailey optou por continuar alimentando ele com leite materno. Com isso, mandou uma mensagem de texto comunicando seu chefe que retiraria leite para seu bebê duas vezes ao dia (sendo uma delas no seu horário de almoço). Como sua sala era privada, longe dos pacientes, não incomodaria ninguém.

Menos de dez minutos depois, ela recebeu uma mensagem dizendo: “Tenho um problema com você tirando leite no trabalho. O que eu permito para você, eu teria que permitir outros“.

Então ela pesquisou e achou uma lei que a resguardaria. Embora não estivesse coberta pela Lei da Família e Licença Médica ela ainda estava protegida pela legislação.

A demissão

Ela fez um documentos requerendo fazer duas pausas para amamentação, de 20 minutos cada, não remuneradas e mandou por mensagem de texto para seu chefe.

Quarenta minutos depois, ele me disse: “Seu trabalho nessa empresa acabou!

“Eu estava 7 semanas após o parto, descobrindo que não teria mais emprego por causa de uma escolha natural. Uma escolha que fiz para fornecer nutrição para a minha menina recém-nascida. Você pode imaginar? Eu estava de coração partido e confuso“, conta a mãe.

A recoloção

Felizmente, depois desse triste episódio Hailey conseguiu um emprego onde mães que amamentam são recebidas de braços abertos. Agora ela tem uma sala onde ela poder retirar leite a qualquer momento.

“Nenhuma mãe deve ser demitida por tomar a decisão entre amamentação ou fórmula. Eu quero ser uma voz para todas as mães que amamentam. Espero que a lei um dia mude depois da minha história! , finaliza Hailey”

Legislação Brasileira

A legislação brasileira é considerada das mais avançadas na proteção ao aleitamento materno e ao direito da criança à amamentação. É garantido 120 (cento e vinte dias) de licença maternidade, para incentivar as mãe para que nos seis primeiros meses, exclusivamente, a criança mame no peito.

E na CLT, artigo 396, a mãe que amamenta, tem direito de ter 2 intervalos de 30 minutos cada, para amamentar seu bebê até o 6o mês, podendo esse prazo ser ampliado mediante parecer médico. Sendo que a mãe poderá utilize esses períodos para a ordenha.

Mas não há nada expresso falando sobre a retirada de leite em local de trabalho. Mas a maioria das empresas permitem que isso ocorra.

Fonte: https://www.lovewhatmatters.com/

Fotos: Reprodução Instagram: @haleycgentle

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