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Leucemia pode ser curada com cordões umbilicais que iriam para o lixo

Células-tronco são usadas em transplantes semelhantes ao de medula.
Material é retirado durante o parto, logo após o nascimento do bebê.

As células-tronco que são usadas em transplantes semelhantes ao de mebula. Podem ser extraídas do cordão umbilical, logo após o nascimento do bebê.

Algumas mães optam por doar esse material para ser doado para curar quem tem leucemia. Foi o que aconteceu com o bebê  Pedro Bub, de São Paulo, quando sua mãe doou o seu cordão umbilical, cheio de células-tronco, e  que seria jogado fora, mas foi recolhido para congelamento e será doado para quem precisa.

No Brasil, esse tipo de doação consentida tem crescido a cada dia, mesmo com pouca divulgação. Existem, no momento, seis bancos públicos que coletam e congelam o sangue.

O material guardado é usado em cirurgias iguais aos transplantes de medula. Feitos em pessoas que têm doenças do sangue, como leucemia ou anemia falciforme. E que não encontram doadores compatíveis em sua família. Em vez de injetar no corpo do doente as células da medula, são colocadas as células-tronco do cordão umbilical.

Estima-se que a BrasilCord já tem mais de oito mil cordões armazenados.

Na hora de achar um doador compatível, o sangue umbilical traz mais esperança para os doentes.  A vantagem é que para transplantes com medula óssea é necessário 100% de compatibilidade. Já  com o sangue do cordão, o transplante pode ser feito com 70%

Outra vantagem do sangue do cordão é que o doador não tem de fazer exames e nem se apresentar ao hospital para a retirada das células, etapas que costumam estender o tempo do transplante. O material já etá pronto para uso.  ”

A retirada

Para as mães, o procedimento é indolor e não aumenta o tempo do parto.

Há uma  espécie de kit com informações de como coletar esse material. Dessa forma, talvez os cordões poderão ser congelados  para quem quiser doar mas não dará à luz em maternidades conveniadas aos bancos públicos.

O sangue é retirado do cordão umbilical logo depois do parto. Já no laboratório, são eliminados os glóbulos vermelhos e o plasma, sobrando cerca de 20 mililitros com as células-tronco. Em uma bolsa especial, o material é armazenado em uma “supergeladeira” a menos de 190 graus Celsius negativos, em nitrogênio líquido.

Os dados sobre as células entram em um sistema federal onde quem precisa de transplante pode buscar sangue compatível. No Brasil, dois bancos públicos também participam de uma rede internacional, que fornece sangue a doentes de outros países.

Até o momento , há células congeladas por mais de 18 anos que ainda estão em boas condições, estima-se que a durabilidade delas seja ainda bem maior.

Poucas maternidades

Como a rede pública para a coleta de cordões é pequena, a mãe que quiser doar terá que fazer o parto em hospitais vinculados a um banco público de cordões. Em São Paulo, o material é coletado em apenas três maternidades.

Sendo sincera, até ler sobre esse assunto no G1 nunca tinha ouvido falar sobre isso. E acredito que muitas mães também não. O que vi foram empresas oferecendo o serviço de congelamento mediante pagamento.

Bancos particulares

Ao mesmo tempo em que a rede pública se prepara para receber mais bancos de cordão, aumenta a procura pelos bancos particulares. Nestes, as células-tronco são guardadas para o uso da própria família, para transplantes relacionados a doenças do sangue ou em futuras aplicações que a ciência possa desenvolver.

Os bancos privados criam uma expectativa de que esse material será usado para tudo o que existe na medicina. Isso é um absurdo, não é verdade. A existência desses bancos, contudo, ainda gera muita polêmica entre os médicos.

São as técnicas experimentais, contudo, que chamam a atenção das famílias na hora de contratar esse serviço, que custa cerca de R$ 3.500 no momento do nascimento do bebê e mais R$ 500 por ano para manutenção.

Eu não tinha esse dinheiro, nem para armazenar, nem pata manter. Em razão disso optei em não congelar. Apesar da empresa particular falar que poderiam ser tratadas mais de 300 doenças.

Não me sinto culpada de não ter armazenado. Mas uma amiga com mais recursos que eu que teve seu bebê em um dos melhores hospitais de São Paulo teve o cordão de sua filha armazenado gratuitamente.

Contudo, acho super válido esse procedimento, só acho que deveria ser mais divulgado e que todos possam fazer essa doação gratuitamente e possam receber também gratuitamente essas doações.

Deixe-nos saber o que achou, porque sua opinião é muito importante para nós.

Fonte: G1

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