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Dia da prematuridade: mãe comemora data e fala de filho que nasceu na 23ª semana de gestação

No dia 17 de novembro é comemorado o Dia da Prematuridade. Uma mãe comemorou e relembrou quando filho nasceu prematuro.

No dia 17 de novembro é comemorado o Dia da Prematuridade. Muitos pais e mães já tiveram experiências de ter bebês prematuros. A história que trazemos para vocês hoje é de emocionar e inclusive, motivo de muita comemoração.

Dia da Prematuridade

A bibliotecária Tatiane Mendes de Souza Rocha, de 39 anos de idade, e o consultor Eduardo Couto Rocha, de 40 anos de idade, tinham o sonho de ter um filho já havia alguns anos quando eles engravidaram do pequeno Estevão, após ter perdido duas gestações.

A gestação foi um desafio desde o início, com apenas seis semanas, foi preciso que Tatiane realizasse um tratamento para trombofilia gestacional e quando estava na 17ª semana de gravidez foi necessário que ela fizesse uma cerclagem. Essas etapas foram vencidas e os tão temidos primeiros meses, o que o casal não esperava era o risco do filho vir ao mundo prematuro.

Com 23 semanas e cinco dias de gravidez, foi preciso que a mãe fosse internada por conta de uma infecção de urina assintomática e apenas três dias depois, no dia 11 de abril de 2016, o pequeno Estevão veio ao mundo através de um parto vaginal — um prematuro considerado extremo.

A Dra. Débora Passos, que é a pediatra neonatologista e nutróloga da UTI Neonatal do Hospital e Maternidade Pro Matre, onde Estevão veio ao mundo, conta que alguns fatores podem ter causado o nascimento prematuro da criança, entre eles estão, infecções localizadas no trato urinário, hipertensão arterial, estresse, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro tipo de droga usada. Ela ainda deixou claro wue a melhor maneira de prevenir aue um bebê venha ao mundo antes da hora, é fazendo um bom acompanhamento de pré-natal.

Foi cerca de 90 dias que o pequeno Estevão precisou ficar intubado e quase 5 meses na UTI Neonatal, durante esse período os pais iam fazer visitas para ele todos os dias, sem nenhuma exceção. E nesta jornada, o time multidisciplinar que estava acompanhando os familiares de Estevão foram fundamentais.

A mãe conta que no início era muito assustador, mas que depois eles foram tocando. O ambiente da UTI Neonatal é um ambiente de vida. Aquele local virou o lar deles naquela período, podiam conversar com a equipe, rir, e esse ambiente leve e descontraído foi essencial para a família.

Menino brinca enquanto é fotografado.
Arquivo Pessoal/Tatiane Mendes de Souza Rocha

Uma nova vida após a alta

Durante meses de internação, o pequeno Estevão precisou passar por ter cirurgias, sendo elas uma para correção do canal arterial, retinopatia e hérnia inguinal bilateral. O dia mais esperado pelos papais era o dia em que ele pudesse ir para a casa. E no dia 27 de janeiro de 2017, o casal finalmente foi autorizado levar o filho para a casa deles.

Pais posam com o filho que nasceu prematuro.

No ano passado, Estevão precisou realizar mais uma cirurgia para a correção da craniostenose, que consiste no fechamento de uma das suturas localizadas no crânio. Atualmente com 5 anos de idade. ele está crescendo saudável, pode ir à escola, prática natação, aula de música que é a sua paixão, mas ainda sim faz um acompanhamento com alguns especialistas como a fonoaudióloga.

Fonte: Revista Crescer

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